Resolvendo problemas complexos com Action Learning

O Action Learning é uma metodologia para resolução de problemas em grupo, que tem 6 elementos fundamentais: um problema com uma dona, um time multidisciplinar, uma facilitadora, perguntas poderosas, ações criadas pelo grupo e aprendizagem. Não é qualquer tipo de problema que se encaixa nele: funcionam melhor os complexos, urgentes, viáveis de serem resolvidos e que se tenha o poder de decisão sobre eles.

O processo

Convidei a minha parceira e amiga Marcelle Xavier para pensar em possíveis desafios que ela estivesse vivenciando em seus projetos, e um em particular chamou a nossa atenção. Pensamos no perfil ideal para o time, e rapidamente ela confirmou a presença de 6 pessoas, entre apoiadores do Instituto Amuta, amigues e conhecides especialistas no tema que envolvia o problema.

Fizemos uma pré-sessão de 1 hora para promover a conexão do time e apresentarmos a metodologia. Menos de uma semana depois fizemos a sessão em si, com duração de 3 horas.

Começamos o encontro com uma meditação guiada para aterramento, o que deixou o grupo mais presente e conectado. Começamos contando o problema (ninguém até então sabia do que se tratava, apenas que era um problema do Instituto) e daí em diante seguimos os vários passos do método: exploração, reflexão, devolução, cocriação, celebração e colheita dos aprendizados.

Contando até parece um processo qualquer de cocriação, mas a mágica vai acontecendo desde o primeiro momento, no convite aos participantes e perpassa o final do encontro, quando a “dona do problema” — como chamamos na metodologia — sai da sessão com um plano de ação cocriado por todes, incluindo ela mesma.

Por que o Action Learning é uma metodologia muito especial

  1. É um processo altamente empoderador, pois ele é baseado no time fazer perguntas poderosas para a dona do problema. Muitas vezes os insights já acontecem ao responder às perguntas do time, sem precisar esperar a criação do grupo no final. Para isso, claro, precisamos saber fazer boas perguntas, o que não é nada trivial. Foi enviado antes do encontro um material de apoio, mas é na prática que a gente aprende.
  2. Crescimento de todes que participam. Ao escutarmos o outro com qualidade e ao fazermos perguntas poderosas, estamos aprendendo e nos transformando. Todes saem diferentes do que entraram.
  3. Gera senso de comunidade. Ao nos envolvermos com o problema como se ele fosse nosso também, e também ao dialogar, o grupo de conecta de uma maneira tridimensional, criando um senso de pertencimento muito forte. Quem já dialogou de verdade sabe o que é.
  4. A diversidade do time traz a pluralidade de perspectivas que precisamos para resolver problemas complexos. Coisas que não imaginávamos surgem, e muitas vezes o próprio problema é revisado, mudando sua característica original. É fantástico.
  5. É baseado em amor. Desde o cuidado na escolha do time, o convite, a integração, a meditação, as perguntas, o diálogo, a colaboração, a criação, a aprendizagem.. é tudo sobre reconhecer as individualidades e potencializá-las juntas, promovendo resultados práticos e transformação coletiva.

A próxima sessão será daqui a um mês, quando vamos revisar o que foi implementado e nos debruçarmos sobre novos problemas que aparecerem.

Designer Organizacional

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